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Português, 10.02.2021 02:40 alexandre704

Crônica: Solidariedade Os gesto não precisa ser grandioso nem público, não é necessário pertencer a uma ONG ou fazer uma campanha. Sobretudo, convém não aparecer. O gesto primeiro devia ser natural, e não decorrer de nenhum lema ou imposição, nem convite nem sugestão vinda de fora. Assim devíamos ser nós habitualmente, e não somos, ou geralmente não somos: cuidar do que está do nosso lado. Cuidar não só na doença ou na pobreza, mas no cotidiano, em que tantas vezes falta a delicadeza, a gentileza, a compreensão; esquecidos os pequenos rituais de respeito, de preservação do mistério, e igualmente da superação das barreiras estéreis entre pessoas da mesma casa, da família, das amizades mais próximas. Dentro de casa, onde tudo deveria começar, onde se deveria fazer todo dia o aprendizado do belo, do generoso, do delicado, do respeitoso, do agradável e do acolhedor, mal passamos, correndo, tangidos pelas obrigações. Tão fácil atualmente desculpar-se com a pressa: o trânsito, o patrão, o banco, a conta, a hora extra... Tudo isso é real, tudo isso acontece e nos enreda e nos paralisa. Mas, por outro lado, se a gente parasse (mas parar pra pensar pode ser tão ameaçador...) e fizesse um pequeno cálculo, talvez metade ou boa parte desses deveres aparecesse como supérfluo, frívolo, dispensável. Uma hora a mais em casa não para se trancar no quarto, mas para conviver. Não com obrigação, sermos felizes com hora marcada e prazo pra terminar, mas promover desde sempre a casa como o lugar do encontro, não da passagem; a mesa como o lugar do diálogo, não do engolir quieto e apressado; o quarto como lugar do afeto, não do cansaço. Pois se ainda não começamos a ser solidários dentro de nós mesmos e dentro de nossa casa ou do nosso círculo de amigos, como querer fazer campanhas, como pretender desfraldar bandeiras, como desejar salvar o mundo -- se estamos perdidos no nosso cotidiano? Como dizer a palavra certa se estamos mudos, como escutar se estamos surdos, como abraçar se estamos congelados? Para mim, a solidariedade precisa ser, antes de tudo, o aprendizado da humanidade pessoal. Depois de sermos gente, podemos -- e devemos -- sair dos muros e tentar melhorar o mundo. Que anda tão, e tão precisado.
(Lya Luft)
5)Localize na crônica: a) um advérbio de negação: b) uma conjunção alternativa: c) um pronome possessivo: d) um advérbio de lugar: e) um advérbio de intensidade: f) um advérbio de dúvida: g) um numeral: *​

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Crie um texto sobre "o lugar onde eu vivo” vivo em uma cidade não muito grande, não muitos comércios, com alguma escolas, e uma praça, um lugar mais tranquilome ajudem, por favor​
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Português, 15.08.2019 00:50
Eu preciso criar uma história crônica sobre o preconceito no futebol de 20 a 30 linhas contando uma história real ou criada​
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Português, 15.08.2019 00:40
Observe novamente a ilustração de lucas novelli a resposta às questões letra a observe as palavras sublinhadas na letra da canção essa palavra tem alguma relação com a inlustracao.qual
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Português, 15.08.2019 06:01
Procure em um dicionario o verbete burocracia . que siguinigicado voce acha que tetia esse verbete no titulo do esquete " a burocracia do buraco".
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