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Psicologia, 06.11.2020 21:00 tokioruiva

M., menino de nove anos de idade, reside com uma tia adotiva e dois primos. O garoto chegou à Clínica por indicação de uma aluna do Curso de Psicologia, que trabalha com sua tia adotiva, com a queixa de “ele é agitado quando sai de casa” (sic). Devido à sua história de vida conflituosa, apresenta dificuldades em se expressar emocionalmente, decorrente das psicopatologias que manifestam e comprometem sua personalidade. “M. não se dá bem com a professora. Ele é agitado quando sai de casa, nem parece o mesmo, vira outro” (Segundo relato da tia responsável pela criança). Apresenta pele em tonalidade mulata, é brasileiro e cursa a segunda série, do ensino fundamental, numa escola pública, localizada em uma cidade do litoral de Santa Catarina. M. foi trazido à clínica por sua tia, com a qual não tem laços parentais, porém, é ela quem o educa e lhe dá na medida do possível, o que é necessário. Devido a pouca ligação que possui com ele, a tia não soube informar sobre o nascimento, a gestação e o desenvolvimento do garoto. O fator relevante que ela trouxe foi o fato de que M. aos três anos de idade, juntamente com sua irmã (na época com 1 ano e 5 meses), presenciou o assassinato de sua mãe por seu próprio pai. A mãe foi asfixiada, permanecendo em casa com M. e sua irmã, por três dias consecutivos, até que a vizinhança percebesse que algo estava errado com o sumiço da mãe e com o choro das crianças. O pai de M. fugiu após o assassinato, e nunca mais teve contato com o garoto. Após a morte da mãe, M. ficou vivendo em um orfanato. Depois de um ano do ocorrido, foi adotado. Na sua família adotiva (na qual seu pai adotivo era o irmão da tia que o trouxe à clínica), ele apanhava muito, era deixado para fora de casa, não era alimentado, segundo a tia que respondeu à entrevista. Todos esses maus tratos eram protagonizados especialmente, pelas duas mulheres que seu pai adotivo conviveu neste período, as quais o detestavam, chamando-o de “diabinho”, e afirmando que “ele deveria morrer” (segundo relato da tia que o trouxe à clínica). Conforme sua tia, a empregada doméstica da casa de seu irmão, relatou os maus tratos que M. sofria, o que fomentou a vontade de adotá-lo, porém, sem partir para os trâmites legais da adoção, alegando que “demora muito e eu não tenho tempo para perder com isso... se fosse rápido eu o adotaria”. M. reside com a tia que afirma ser casada, apenas por aparências, afirmando “nem conversar com seu marido”. “Não me separo dele por causa de meus filhos, é com ele que as crianças ficam enquanto eu trabalho” (sic). A tia tem dois filhos biológicos com seu marido, um com nove e outro com dois anos de idade. Quanto à escolaridade, M. “vai bem” na escola, gosta de estudar, apesar de ser bagunceiro, e por isso, “já levou três dias de suspensão”. Ele fala corretamente, havendo apenas a necessidade de uso de aparelho ortodôntico, identificado na escola, o qual, sua tia alega não ter condições financeiras para pagá-lo. A rotina do garoto consiste em acordar por volta das nove horas, brincar um pouco, almoçar, e ir para a escola. Em seu tempo livre, assiste novelas, filmes e desenhos animados. Sempre dorme por volta das 22 horas. Gosta muito de brincar de bola de gude e de andar de bicicleta. M. dorme no quarto de sua tia, enquanto, as outras crianças dormem no quarto do marido dela. O tio do garoto apenas cuida das crianças. A tia é vendedora de bolsas numa loja. Segundo relato da tia de M., ele é um “avião”, agitado, “tem alguns costumes de moleque de rua” (sic). “Ele deve se sentir livre quando sai de casa... ele se transforma, é outra pessoa... ele deve ter dupla personalidade, normal ele não é... os meus não são assim... nunca foram”. A tia afirmou que M. não se relaciona bem com as professoras, é muito malcriado e agressivo com ela e com os colegas de sala de aula. A tia comentou que o garoto “faz xixi na cama à noite” (sic). Contou que M. costuma esconder o colchão e as roupas molhadas, colocando várias cobertas em cima da cama. Os únicos parentes vivos e conhecidos de M. são um avô, não se sabe se paterno ou materno, que não quer manter nenhum contato com o garoto; e a sua irmã, que foi adotada por outra família.

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Outra pergunta: Psicologia

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Psicologia, 16.08.2019 21:28
Asociedade liberta-se da pratica de abstenção dos prazeres e da contemplação religiosa e passa a valorizar o homem como um ser produtivo. essas transformações se dão em todos os setores da produção humana e propiciam as ciências um grande avanço, iniciando assim o processo de sistematização do conhecimento científicos e inicia-se o estabelecimento de métodos e regras para a construção do mesmo. neste cenário descartes nos postula: escolha uma: a. o racionalismo, corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio como uma operação mental, discursiva e lógica que usa uma ou mais proposições para extrair conclusões, ou seja, se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável. b. o dualismo mente e corpo, onde a mente é concebida como substância pensante e o corpo como substancia material e este, desprovido do espírito, torna-se apenas uma máquina, o que viabiliza o estudo do corpo humano morto, antes considerado sagrado pela igreja, visto ser a sede da alma. c. o conservadorismo ou conservantismo, uma ideologia política e social que defende a manutenção das instituições sociais tradicionais no contexto da cultura e da civilização. d. o empirismo, doutrina segundo a qual todo conhecimento provém unicamente da experiência, limitando-se ao que pode ser captado do mundo externo, pelos sentidos, ou do mundo subjetivo, pela introspecção, sendo ger. descartadas as verdades reveladas e transcendentes do misticismo, ou apriorísticas e inatas do racionalismo.
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Psicologia, 16.08.2019 23:25
Psicopatas sentem/podem sentir carência?
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Psicologia, 17.08.2019 09:26
Ainda na primeira república, as ideias socialistas e anarquistas influenciaram a organização de grupos de defesa dos direitos dos trabalhadores, desde a formação de sindicatos e partidos políticos até a realização de congressos que fomentaram greves e reinvindicações. acerca da influência das experiências anarquistas sobre as concepções pedagógicas na primeira república, julgue os itens a seguir.  i em certa medida, as operárias foram responsáveis pela ruptura com a pedagogia tradicional, pois defendiam a instrução científica, a educação integral e o ensino laico.ii o lema “ensine quem quiser, onde quiser e como puder”, fazia clara defesada anarquista ao ensino livre, de iniciativa particular e sem privilégios acadêmicos.iii a politização das camadas operárias nas anarquistas demonstrava intensa preocupação com a difusão da cultura popular e superação do preconceito burguês.  está correto o que se afirma em: ​
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Psicologia, 15.04.2014 20:48
Explique o problema resolvido por rené descarte e comoisso contribuiu para o campo de pesquisa? 3) explique sobre.
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Você sabe a resposta certa?
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